BRQ foi sede de um importante encontro para o Mercado de TI Brasileiro

Ontem, dia 25 de setembro a BRQ foi sede de um importante encontro para o Mercado de TI Brasileiro.

As associações: ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), Assespro (Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), Brasscom ( Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), e SINDPD (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo), entregaram ao Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, o plano “Por um Brasil Digital e Competitivo”, para estimular o desenvolvimento do setor de TIC (tecnologia da Informação e Comunicação), que já representa 8,8% do PIB e tem um papel transformador para o aumento da produtividade em todos os setores da economia.

Ontem, dia 25 de setembro a BRQ foi sede de um importante encontro para o Mercado de TI Brasileiro.

As associações: ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), Assespro (Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), Brasscom ( Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), e SINDPD (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo), entregaram ao Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, o plano “Por um Brasil Digital e Competitivo”, para estimular o desenvolvimento do setor de TIC (tecnologia da Informação e Comunicação), que já representa 8,8% do PIB e tem um papel transformador para o aumento da produtividade em todos os setores da economia.

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Real valorizado adia ‘sonho indiano’

Folha de S. Paulo – 25/11/2010

Empresas brasileiras de tecnologia abandonam plano de ser a “nova índia” em software e miram mercado nacional

Dólar a R$1,70 faz serviços das empresas brasileiras custarem 30% a mais que os das concorrentes indianas

A valorização do real e a pressão por custos entre empresas norte-americanas, principais compradoras de serviços de tecnologia da informação, estão fazendo empresas brasileiras repensarem as vendas externas.

A vocação para ser “a nova índia” em exportação de serviços de programação de software, amplamente alardeada pelo setor nos últimos anos, passou a ser revista e empresas brasileiras voltam suas atenções para o mercado nacional.

“Antes da crise, víamos um movimento crescente de diversificação aos serviços indianos, mas a pressão cada vez maior por custos inibiu a diversificação”, diz Benjamin Quadros, presidente da BRQ Software.

Serviços como desenvolvimento de software e programação movimentam por ano cerca de US$ 565 bilhões, segundo a consultoria americana IDC. Empresas norte-americanas respondem por 37% do volume comprado.

A Índia é a principal fornecedora desses serviços e tradicionalmente cobra menos do que as empresas brasileiras -algo atribuído principalmente à carga tributária. Com a valorização do real, a disparidade passou a ser ainda maior.
Com o dólar no patamar de R$ 1,70, os custos dos serviços brasileiros estão 30% acima dos das indianas.

“Hoje um funcionário com os benefícios custa o dobro de seu salário bruto para a empresa. Com a alta carga tributária para as empresas muito intensivas em mão de obra, isso torna as exportações praticamente proibitivas”, diz Antonio Gil, da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação.

O efeito da valorização do real está principalmente no valor exportado. Enquanto a índia venderá cerca de US$ 60 bilhões em serviços de TI, as exportações brasileiras somarão US$ 4 bilhões.

Há dois anos, a BRQ adquiriu uma empresa americana de serviços com faturamento de US$ 7 milhões. A intenção, segundo Quadros, era utilizá-la como atalho para a expansão nos EUA e atingir US$ 50 milhões neste ano. O faturamento externo, porém, será de US$10 milhões.
Assim como outras companhias brasileiras de serviços, a alternativa está nos clientes nacionais, sobretudo bancos, empresas do setor de telecomunicações e do ramo de petróleo e gás. No ano, a companhia estima faturar R$ 240 milhões, crescimento de 20% sobre 2009.

Mercado Local

Segundo Reinaldo Roveri, da IDC, o mercado brasileiro é saudável principalmente porque permite às empresas nacionais investir em oportunidades internas, sem depender das vendas para clientes estrangeiros.
“O Brasil tem hoje um mercado interno de tecnologia e telecom de US$ 90 bilhões, maior do que o da Rússia e o da índia somados”, diz.
Eventos esportivos que serão realizados no Brasil, como a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, também devem contribuir. Segundo a consultoria A.T. Kearney, os dois eventos devem movimentar US$ 5,7 bilhões somente em tecnologia.

Serviço com alta inovação é opção para setor

Diante das instabilidades trazidas com o real valorizado, integrantes do setor sugerem que o Brasil passe a ser fornecedor de serviços completos de tecnologia.

“Faria muito mais sentido se o Brasil assumisse um papel semelhante ao de Israel ou Irlanda, que desenvolvem serviços com alto grau de inovação”, diz Ruben Delgado, da Assesspro Nacional (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação).

Alguns empresários já começam a adotar essa tática. Com presença em 17 países, a Stefanini IT Solutions viu no fornecimento de serviços mais completos uma possibilidade de cobrar um pouco a mais pelas ofertas.

“Em vez de operar apenas como fábrica de software, estamos criando centros de competência, em que nossos funcionários interagem com o negócio do clien te. Assim podemos, de fato, cobrar a mais por isso”, diz Marco Stefanini, presidente da companhia, que vai faturar R$ 820 milhões neste ano -20% de exportações.

Força de Trabalho

Apesar das aspirações internacionais, o Brasil tem hoje deficit de mão de obra.

Segundo a Brasscom, há 1,7 milhão de profissionais do setor. O número anual de formados chega a 90 mil, mas ainda existe deficit de 80 mil especialistas.

“Até 2020, precisamos de mais 750 mil pessoas”, diz Antonio Gil, da Brasscom.

Segundo Gil, na agenda de prioridades que devem ser enviadas ao próximo governo estão o incentivo à formação de mão de obra especializada e a desoneração da folha de pagamento.

Atualmente, os encargos trabalhistas atingem 36% da folha de pagamento, e a reivindicação é que a taxação seja proporcional ao faturamento da empresa. Para os especialistas, essa seria uma forma de reduzir as disparidades com os custos de serviços prestados por outros países.

Brasil está na lanterna em ranking mundial de competitividade

Jornal da Globo – 15/12/2010

Matéria veiculada no Jornal da Globo no dia 15/12 abordou os resultados do Ranking Mundial de Competitividade elaborado pela FIESP.

Um dos obstáculos apontados pela pesquisa é a educação de má qualidade – principal causa da falta de mão-de-obra para os setores que mais crescem, como o de Tecnologia da Informação.

Benjamin Quadros, presidente da BRQ IT Services, concedeu entrevista falando sobre as dificuldades do setor: “A formação é muito mais lenta do que o crescimento do mercado. A demanda por formação de gente não acompanhou”.

Veja aqui a matéria na íntegra e o vídeo.

Uma barreira a ser vencida

Information Week – Nacional – NA – 30/11/2010

A indústria nacional de software e serviços de tecnologia faturou US$ 22,4 bilhões, em 2009, gerando mais de 600 mil empregos diretos para profissionais que recebem salários que são o dobro da média brasileira. Nos próximos dez anos, o mercado local de TIC trabalha com a meta de saltar da posição de 8º para 4º maior do mundo e o valor das exportações de serviços deverá subir dos atuais US$ 3 bilhões para US$ 20 bilhões em 2020, resultando na necessidade de contratar 300 mil pessoas apenas para prestar esses serviços internacionais. Afora isto, a demanda interna pedirá outros 450 mil profissionais no mesmo intervalo. Entidades de classe apontam que, atualmente, há um déficit de 71 mil trabalhadores no setor, podendo aumentar para 240 mil em 2013.

Estes apontamentos compõem o estudo Valor Estratégico da Tecnologia da Informação, que foi feito em um cenário com mercado e economia crescentes e com serviços de TI avançando na casa dos 15%. Em termos de contexto, já vivemos um apagão de mão de obra”, sentencia Gérson Schmitt, residente da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). A maioria das companhias do segmento busca incessantemente profissionais qualificados. E, pior, não conseguem preencher as vagas.

Peguemos como exemplo alguns provedores nacionais para ilustrar o desafio enfrentado. Numa rápida conversa, revela-se latente a criticidade do tema a ponto de o presidente da BRQ, Benjamin Quadros, afirmar que o principal desafio de crescimento que sua empresa enfrenta atualmente não é vender serviços, mas contratar pessoas. A provedora possui uma média de 200 vagas recorrentemente em aberto. Questionado sobre os impactos da ausência deste contingente em seu negócio, o executivo acredita que, preenchendo as postos disponíveis, poderia elevar em R$ 3 milhões o faturamento mensal da companhia

O setor é, historicamente, carente de mão de obra”, situa Marco Stefanini, presidente da companhia que leva seu sobrenome. Ele explica que situações econômicas positivas, como a vivida atualmente, tendem a agravar um pouco mais a lacuna. A companhia gira uma média de 500 vagas em aberto todos os meses. Além disso, contrata aproximadamente 2 mil pessoas todos os anos somente para manter a taxa de crescimento na casa dos 25%. Contratar pessoas é o nosso negócio”, comenta. Somando as vagas recorrentemente abertas reveladas pelos executivos da BRQ e Stefanini com as da CPM Braxis (cerca de 350) ultrapassamos a marca de mil oportunidades de trabalho. É um corte pequeno, mas demonstra o aquecimento. Perdemos a janela de industrialização nos anos 60 por falta de preparo, estamos perdendo a janela de aproveitar a onda de terceirização de serviços, avalia Edson Luiz Pereira,executivo de parcerias educacionais da IBM Brasil.EM SÉRIE Os números revelam um cenário antagônico se pensarmos no Brasil como um país com índice de desemprego altíssimo. No centro do problema está a questão da educação, mais especificamente, a falta dela. Um profissional de TI precisa ter o domínio dos fundamentos de matemática e lógica, mas também é indispensável que ele domine a língua inglesa. Os representantes da indústria ouvidos identificam a raiz da dificuldade nas camadas mais básicas. A educação brasileira, no último século, foi deficiente”, dispara Schmitt, da Abes.

Quando concedeu entrevista para esta reportagem, Pereira, da IBM Brasil, disse que, havia algumas horas, tinha ouvido a notícia sobre importação de profissionais das áreas de engenharia. Todas as ciências exatas têm procura menor por parte dos jovens. É um problema oriundo do ensino fundamental, por falta de interesse”, afirma, explicando que os professores têm pouca estrutura e motivação para ensinar matemática, a ciência fundamental para o mundo da tecnologia, bastante baseado em lógica.

A partir desta constatação, uma sequência de situações estruturais aparece em todos os estágios escolares subsequentes à pré-escola. O executivo pesquisou, ainda, alguns testes vocacionais para ver como a carreira de TI aparecia. Eles nem a mencionam”, constatou. Pereira acredita que ao Brasil falta algo” quando o aluno está na sétima série para falar de profissões para ajudá-los em sua busca. Subindo um degrau, verifica-se carência de cursos técnicos na área no ensino médio. E, indo além, surge outro ponto levantado pelos representantes da indústria: o descompasso entre o que é ensinado nas faculdades de tecnologia e as exigências do mercado. A demanda precisa ser soberana”, frisa Schmitt, presidente da Abes. A entidade luta por um modelo industrial de tecnologia suportado por inteligência replicável (leia-se mais baseado em software do que em serviço) e trabalha para alertar o governo quanto a sua preferência por serviços e a inclinação ao código aberto. Sem falar no fato, lembrado pelo executivo de parcerias educacionais da IBM, de que menos de 4% dos cursos universitários no País são na área de tecnologia. As faculdades têm a visão de que formam pessoas, não técnicos. O aluno sai com conhecimento genérico e não pronto para o mercado. Para se especializar ele gasta mais seis meses ou um ano”, analisa Pereira, lembrando o fator impaciência de quem contrata, afinal, aquele profissional pode significar atender ou não a uma demanda que bate a porta. Peguemos como exemplo um especialista em sistemas da SAP. Trata-se de um profissional disputado pela indústria, de carreira longa e que passa por um programa de desenvolvimento intensivo. Mesmo assim, a própria fabricante estima que seu ecossistema precise de aproximadamente 7 mil trabalhadores para implementações de seus sistemas no País nos próximos cinco anos.

A partir desta constatação, uma sequência de situações estruturais aparece em todos os estágios escolares subsequentes à pré-escola. O executivo pesquisou, ainda, alguns testes vocacionais para ver como a carreira de TI aparecia. Eles nem a mencionam”, constatou. Pereira acredita que ao Brasil falta algo “quando o aluno está na sétima série para falar de profissões para ajudá-los em sua busca. Subindo um degrau, verifica-se carência de cursos técnicos na área no ensino médio. E, indo além, surge outro ponto levantado pelos representantes da indústria: o descompasso entre o que é ensinado nas faculdades de tecnologia e as exigências do mercado. A demanda precisa ser soberana”, frisa Schmitt, presidente da Abes. A entidade luta por um modelo industrial de tecnologia suportado por inteligência replicável (leia-se mais baseado em software do que em serviço) e trabalha para alertar o governo quanto a sua preferência por serviços e a inclinação ao código aberto. Sem falar no fato, lembrado pelo executivo de parcerias educacionais da IBM, de que menos de 4% dos cursos universitários no País são na área de tecnologia. As faculdades têm a visão de que formam pessoas, não técnicos. O aluno sai com conhecimento genérico e não pronto para o mercado. Para se especializar ele gasta mais seis meses ou um ano”, analisa Pereira, lembrando o fator impaciência de quem contrata, afinal, aquele profissional pode significar atender ou não a uma demanda que bate a porta. Peguemos como exemplo um especialista em sistemas da SAP. Trata-se de um profissional disputado pela indústria, de carreira longa e que passa por um programa de desenvolvimento intensivo. Mesmo assim, a própria fabricante estima que seu ecossistema precise de aproximadamente 7 mil trabalhadores para implementações de seus sistemas no País nos próximos cinco anos.

Resta saber como fazer isto, afinal, se as empresas brasileiras não atenderem às crescentes demandas, pode ter certeza que alguém irá.

Recompensa

A indústria desenhou algumas soluções alternativas para tentar preencher as vagas que possui em aberto. A BRQ implantou um sistema de recompensa para os funcionários que indiquem profissionais dentro dos perfis desejados e que venham a ser contratados. Contratamos muito, é muita entrevista. Quando alguém indica um amigo, já fez uma pré-seleção. Funciona muito”, avalia Benjamin Quadros, presidente da provedora que beneficia indicações certeiras com um vale compras de R$ 200. Até hoje, foram mais de 3,7 mil indicações que resultaram 800 contratações. A pratica também é adotada na CPM Braxis. O funcionário busca em seus contatos e faz uma indicação formal. Feito isso, se a pessoa indicada entrar na empresa, o profissional recebe um bônus de R$ 300″, explica Alexandre Ullmann, gerente de RH da companhia.

A receita conjunta das empresas da região representa 56,49% do total do ranking do “middle market”

Valor Econômico – Nacional – NA – 23/11/2010

A receita conjunta das empresas da região representa 56,49% do total do ranking do “middle market”.

Mais de metade das receitas das 1000 companhias integrantes do ranking desta edição está na região Sudeste. São exatos 56,49%: R$ 70,9 bilhões para R$ 125,5 bilhões. O percentual é absolutamente o mesmo da participação do Sudeste no PIB brasileiro, segundo a última pesquisa das contas regionais do IBGE, referente a 2007. Também como comprovação da concentração econômica no país, São Paulo é que carrega boa parte da receita do Sudeste. No Estado estão 36,74% das receitas totais das companhias do ranking. O Sudeste abriga 562 das 1000 empresas do ranking.

A segunda maior concentração de receita das empresas está no Sul (22,71% do total). Mas, diferentemente do Sudeste, não há grande concentração num único Estado. Rio Grande do Sul (8,65%), Paraná (8,04%) e Santa Catarina (6,02%) têm participações próximas. Pela ordem, são as seguintes as participações das demais regiões: Nordeste (12,31%), Centro-Oeste (5,17%) e Norte (3,32%).

Apesar das diferenças, não há grande variação na média de faturamento das empresas em cada região: Sudeste (R$ 126,1 milhões), Sul (R$ 125 milhões), Nordeste (R$ 118,8 milhões), Centro-Oeste (R$ 135,1 milhões) e Norte (R$ 130,1 milhões).

Responsável por 56% da riqueza criada no país, a região Sudeste tem a mais diversificada economia do Brasil perfil que define também o universo de pequenas e médias empresas, espalhadas em variados segmentos, como tecnologia da informação (TI), serviços de saúde, segurança, logística, infraestrutura, agronegócios e energia. A movimentação desse contingente empresarial acompanha a evolução do momento econômico e o grau de atratividade que a região exerce por sua força.

Em alguns setores, a efervescência é maior como é o caso de tecnologia da informação. A maioria dos negócios aí está concentrada no eixo Rio-São Paulo e movimenta no país cerca de US$ 100 bilhões anuais. Para as empresas, crescer de forma orgânica ou por meio de aquisições exige cada vez mais alternativas de financiamento, o que, em muitos casos, significa bater às portas do mercado de capitais.

A intensa movimentação na área pode ser comprovada pelo ritmo de expansão das empresasem geral na casa dos dois dígitos. Fundada em 1993, a BRQ é um exemplo: tem crescido à média de 40% ao ano. Com 2 mil funcionários, os planos de crescimento são ambiciosos: “Nossa intenção é ampliar a presença no Brasil e fortalecer as exportações”, diz o fundador da empresa, Benjamim Quadros. A meta: chegar a um faturamento de R$ 1 bilhão nos próximos anos. Em 2008, a empresa recebeu um aporte de R$ 56 milhões do BNDES. No contrato, uma das alternativas para o futuro da empresa é a abertura de capital. “Participar do Bovespa Mais é uma opção interessante para o futuro, mas hoje o mercado não se interessaria por uma operação do nosso porte”, diz Quadros. A BRQ deve atingir receita de R$ 240 milhões este ano, obtendo cerca de 10% dessa cifra no mercado externo, onde os Estados Unidos aparecem como destino de 90% das vendas.

Outro setor de grande presença na região Sudeste e com forte dinamismo é o de saúde. Apenas na cidade de São Paulo deverão ser investidos R$ 2 bilhões na criação de pouco mais de 2 mil leitos em hospitais privados nos próximos quatro anos, de acordo com estimativas divulgadas por fundos de “private equity”. A aplicação de recursos ocorre pelo aumento da demanda: a parcela de habitantes com mais de 60 anos cresceu cerca de 20% nesta década na cidade, e a ascensão social fez que 1 milhão de paulistanos tenham aderido a planos de saúde.

Alguns especialistas não descartam, por exemplo, a possibilidade de um movimento de abertura de capital por hospitais privados. E também apostam em um processo de consolidação entre as operadoras de saúde, porque há muitos casos em que uma única empresa administra poucos clientes.

A ebulição do crédito mais acessível e o aumento da renda se refletem também no número de veículos em circulação nas ruas brasileiras. A essa equação soma-se uma variável de peso: o alto índice de furto de veículos, que em algumas cidades chega a 14 por mil.

“Nossos negócios vão muito bem”, diz Martin Hackett, presidente da Zatix, que atua no mercado de rastreamento tanto de veículos leves quanto pesados. Segundo ele, a receita deve atingir R$ 260 milhões este ano. “A taxa de penetração desse sistema de rastreamento no Brasil é de 1,5%, muito baixa se comparada à da África do Sul, onde 20% dos veículos usam algum tipo de rastreamento”, analisa.

A empresa está fazendo um esforço nos canais de distribuição, de olho em uma regra que poderá obrigar as montadoras, a partir do ano que vem, a instalar dispositivos de rastreamento nos veículos na linha de montagem. “Aí teremos de convencer os compradores a ativar o sistema conosco”, diz Hackett. A empresa trabalha com meta de atingir faturamento de R$ 1 bilhão nos próximos anos e de internacionalizar as operações, buscando mercados da América Latina e outros emergentes, como o da Rússia, parecido com o brasileiro.

A área de infraestrutura, com o horizonte de Copa e Olimpíada pela frente, é outra que espera um crescimento vigoroso. “Com projetos bilionários de energia, transportes e telecomunicações, a indústria está preparada para dar um salto nesta década, com muitas oportunidades”, diz o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy. O setor rodoviário é um exemplo. Cerca de 60% das mercadorias produzidas no Brasil são transportadas em estradas. Boa parte da malha rodoviária privatizada está na região Sudeste, com destaque para o Estado de São Paulo, que detém alguns dos melhores trechos do país, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

O bom desempenho da economia tem contribuído para o aumento do faturamento da Triângulo do Sol, concessionária paulista que administra pouco mais de 400 quilômetros de trechos concedidos pelo Estado de São Paulo e é a sétima maior empresa por receita líquida no ranking do Sudeste. Entre janeiro e setembro, o movimento em suas estradas teve alta de 12%. Em 2010, o faturamento bruto deve atingir R$ 300 milhões, alta de 20% ante o ano anterior. Para 2011, poderá chegar a R$ 320 milhões, diz o presidente da concessionária, José Renato Picciani.

Em junho de 2010, a empresa concluiu o investimento de R$ 200 milhões, iniciado em 2008, para duplicação e recuperação de um dos trechos administrados. Os acionistas da concessionária o grupo brasileiro Leão Leão e o italiano Atlantia, que detém a Autostrade per L’italia prevêem aumentar sua participação no segmento e pretendem ampliar negócios no segmento, como a construção do novo trecho do Rodoanel e novas concessões. “A abertura de capital é algo bem visto pelos acionistas, mas, para concretizar esse passo, é preciso ampliar nossa atuação e ter mais duas ou três concessões”, diz Picciani.

A área de logística está sendo impulsionada pela necessidade cada vez maior das empresas de reduzir custos e encurtar distâncias nas cadeias produtivas. A paulista AGV Logística, décima no ranking do Sudeste, por exemplo, teve crescimento de 55,4% na receita líquida em 2009 e prevê um salto não menos importante este ano. “Acreditamos que o mercado de operadores logísticos continuará crescendo acima dos dois dígitos nos próximos cinco anos pelo menos”, diz o presidente da empresa, Vasco Carvalho de Oliveira Neto. Para financiar parte de seus investimentos de expansão, a empresa foi buscar recursos em fundos de capital de risco. Em 2008, uma participação minoritária da empresa foi adquirida pela Equity International, fundo de participações comandado pelo empreendedor Sam Zell. “Além disso, também crescemos com dívida estruturada, dentro de uma equação que visa maximizar o retorno aos nossos acionistas”, analisa Oliveira Neto.

O ingresso no mercado de capitais por meio de oferta inicial de ações (IPO) é uma opção que deve ser estudada no médio e longo prazo. Crescer é importante. “O mercado ficou muito seletivo para os processos de abertura de capital, em especial em relação a tamanho, já que o investidor busca liquidez”, diz.

Como maior centro produtor de cana do Brasil, São Paulo pode assistir a um novo ciclo de expansão do setor de açúcar e etanol hoje ainda bastante pulverizado. Os dez maiores grupos respondem por 34% da produção nacional. Há espaço tanto para consolidação quanto para formação de novos grupos que podem surgir no cenário. A perspectiva, porém, segundo estudos de analistas do setor, depende de muitas variáveis. O etanol precisaria ganhar espaço nos mercados europeu e americano e substituir 10% da gasolina usada no mundo. Assim novas empresas poderiam surgir e romper a atual estrutura familiar que predomina no setor.

TI brasileira é destaque no Gartner Outsourcing em Orlando

Softex – 23/09/2010

Uma delegação de empresas brasileiras marca presença no Gartner Outsourcing & Vendor Management Summit, que prossegue até a próxima quinta-feira, dia 16, no Gaylord Palms Resort, na cidade de Orlando, nos Estados Unidos. Trata-se de uma iniciativa conjunta da SOFTEX com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), que integra as ações do PSI-SW, projeto de internacionalização competitiva apoiado técnica e financeiramente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Voltado a chief information officers (CIOs), diretores e executivos de TI, o encontro tem como proposta promover uma análise em profundidade dos mais importantes desenvolvimentos, das tendências que moldam o segmento de outsourcing bem como das práticas estratégicas de gerenciamento, fornecendo uma visão abrangente do setor. O tema central resume bem essa proposta: “Invista na Mudança: explorando as mais recentes oportunidades em Outsourcing”.

O público é altamente qualificado, formado por 600 CIOs, sendo que 94% dos pré-inscritos estão diretamente envolvidos com os orçamentos de outsourcing de TI. Nada menos do que 82 % têm um orçamento anual para serviços de TI superior a US$ 6 milhões e 88% das empresas presentes possuem mais de 750 funcionários.

Como patrocinador Premium do evento, o Brasil oferecerá aos participantes uma visão e uma experiência diferenciada da expertise nacional na área de prestação de serviços outsourcing por meio de sessões patrocinadas, de cinco boardroom presentations e de um hospitality suite com capoeira, samba e bossa nova.

Para Djalma Petit, diretor de mercado da SOFTEX, o evento tem forte foco no desenvolvimento de negócios e relacionamentos comerciais. “Ao aproximar compradores e fabricantes, o encontro cria reais oportunidades de negócios para as empresas participantes, pois reúne um público altamente qualificado, integrado por executivos responsáveis pela área de Tecnologia da Informação das suas companhias, especialistas do Gartner e representantes de algumas das principais empresas da indústria de tecnologia da informação do mundo inteiro”, comenta o executivo.

O programa do Gartner Outsourcing & Vendor Management Summit prevê ainda apresentações e sessões interativas, discussões com líderes da indústria e encontros dirigidos que são considerados um dos pontos altos do evento. Integram a delegação brasileira as empresas Actminds, Aurus Software, BRQ, CI&T, Compasso, CPM Braxis, DB1, Inspirit e Stefanini.

Bem mesmo vai o Brasil!

CRN – 23/08/2010

A BRQ tem operação nos Estados Unidos e na Espanha, mas, por enquanto, o Brasil continua sendo o pote de ouro da companhia.

A BRQ é uma reconhecida integradora no mercado nacional de TI e, em sua estratégia de crescimento orgânico, havia a possibilidade de se desenvolver fora do País. Assim, em 2003, a companhia partiu para os Estados Unidos, na época, o maior comprador de tecnologia do mundo. Lá, iniciou uma operação local, enquanto, por aqui, montava um centro para atender à filial internacional.

Com a crise financeira estourada nos Estados Unidos em 2008, a unidade local sofreu um baque – a BRQ acabara de concluir a aquisição de uma empresa norte-americana. “Foi um período de muitas indefinições. Mas, hoje, já vejo sinais de clara recuperação. Antes, tínhamos previsões astronômicas, que não se concretizaram. Na verdade, só o fato da operação ter se mantido já é considerado uma boa notícia”, revela Benjamim Quadros, presidente da empresa.

Também antes da crise, a BRQ abriu operação em Madrid, na Espanha, por conta da demanda de clientes. “Sofremos muito, a Espanha está ainda pior. Temos ainda a operação por lá, mas está difícil.”, diz. O executivo não revela números e, embora não tenha tido o retorno sobre o investimento, afirma que a BRQ não nutria expectativa de conseguir o ROI em menos de cinco anos. As recomendações de Quadros são para que o canal faça um planejamento a longo prazo, analise a cultura local e a contratação de executivos nativos.

“A primeira dificuldade com que nos deparamos foi a de que americano gosta de comprar de americano. Um brasileiro pode até vender por lá, mas o processo é bem mais lento”, afirma, ao dar outra dica: “hoje, com a minha experiência, eu já começaria com aquisição. Se eu tivesse feito isto em 2003, talvez eu não tivesse perdido cinco anos. Olhar pra trás e apontar os erros é fácil, mas o importante é ter maturidade para olhar o futuro”.

A companhia trabalhou em parceria com a Apex, Softex e Brasscom. “São parceiros que ajudam na internacionalização. Aproximar-se desses grupos é fundamental. Associese a um deles, sua função é nos promover lá fora”, diz. Além disso, a BRQ contou com a ajuda de seus parceiros Oracle e IBM.

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