29 de julho de 2014 walacy

Setor de serviços de TI começa a dar sinais de retomada

Em 29/07/2014

Passada a Copa do Mundo, a demanda por serviços na área de tecnologia da informação (TI) começa a dar sinais de retomada. Aos poucos, empresas vão tirando da gaveta seus projetos e avançando nas negociações com fornecedores que ficaram paradas por conta do campeonato. Na BRQ, o número de vagas abertas triplicou na semana passada, para mais de 300, por conta de contratos assinados com clientes, disse Benjamin Ribeiro Quadros, presidente e fundador da companhia.

O avanço, no entanto, ainda ocorre de forma cautelosa, o que é atribuído pelos empresários às incertezas provocadas pelo aumento mais lento do PIB e a proximidade das eleições. Por conta disso, fica difícil dizer se será possível recuperar os negócios que não foram fechados no 1 semestre. “Atingimos só metade da meta estipulada para os primeiros seis meses [de 20% de crescimento, Acho que dá pra recuperar, mas vai depender do clima geral”, disse Quadros.

Em um ano de incertezas, a BRQ. resolveu adiar pela segunda vez seus planos de fazer uma listagem no Bovespa Mais, o segmento de acesso à BM&FBovespa. A expectativa é que o processo, que estava previsto para o meio do ano, seja realizado no ano que vem. Segundo Quadros, a mudança nos planos não muda a meta de fazer uma oferta pública de ações nos próximos dois ou três anos.

De acordo com a empresa de pesquisa IDC, o mercado de serviços de TI no Brasil movimentou US$ 14,4 bilhões no ano passado. É pouco mais de 23% do mercado brasileiro de TI, que chegou a US$ G1,6 bilhões, somando os setores de equipamentos e softwares. Para Pietro Delai, analista da IDC, o mercado de serviços terá um avanço próximo a 10% em 2014, próximo do estimado para o mercado de TI como um todo.

Tradicionalmente, o setor de serviços tem seu auge de vendas no 2 semestre. Nos primeiros seis meses, os clientes fazem o planejamento e iniciam as negociações para a realização de seus projetos. Com a Copa do Mundo, no entanto, essa sazonalidade foi invertida e muitas empresas anteciparam as negociações para o l semestre. “Quem conseguiu fechar contratos antes do início da Copa terá um bom desempenho e quem não conseguiu terá um resultado pior”, disse Delai. Na avaliação do especialista, algumas empresas fizeram estimativas de desempenho muito altas para um ano atípico como 2014, com carnaval tardio, Copa do Mundo e eleições.

Hélcio Beninatto, presidente da americana Unisys, chegou a fazer projeções mais pessimistas para o ano, mas teve seu planejamento revisto para cima pela matriz. Com o passar dos meses, sua perspectiva sobre o mercado foi ficando menos negativa, à medida que a companhia conseguia assinar novos contratos. “O 1semestre foi mais fraco que o mesmo período de 2013, mas não tão distante quanto eu esperava”, disse o executivo. Para o 2semestre, a esperança se baseia, em parte, em um novo comportamento entre as empresas, estimulado pelo cenário mais complexo de 2014. Muitas companhias têm optado por fechar contratos de menor porte com a perspectiva de fazer novos investimentos após as eleições. Para Beninatto, essa é uma perspectiva interessante. “Uma vez que você está dentro, é mais fácil crescer”.

De acordo com Luiz Carlos Felippe, membro do conselho da chilena Sonda, grandes contratos têm sido evitados pelas companhias, que estão com receio de comprometer pessoal e recursos em iniciativas desse tipo. “Só não estamos arrancando os cabelos porque ainda há crescimento em áreas como o governo e serviços de menor valor agregado”, disse.

Para Marco Stefanini, presidente da companhia que leva seu sobrenome, o problema do setor não é somente o crescimento nas vendas, mas sim as baixas margens de lucro obtidas. “Estamos sendo espremidos de um lado pelo aumento nos custos de mão de obra e de outro pelos clientes”, disse o executivo. “Os projetos aparecem, mas às vezes não dá para seguir porque você sabe que vai perder dinheiro”.

De acordo com o executivo, a companhia tem tomado medidas para aumentar suas ofertas e reduzir custos. O impacto delas, no entanto, só começará a ser sentido em 2015.

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walacy Publicitário, Profissional de Marketing especialista em Digital. Formações em Design Gráfico e em Artes Gráficas. Trabalha aliando design para web com o tripé do marketing digital (SEO, SEM e Inboud Marketing).

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