29 de setembro de 2016 Marketing BRQ

Projeto da Caixa permite melhor avaliação das fábricas de software

Efinance - CEFParceiros se alinham mais estreitamente às estratégias de negócios do banco

A cada trimestre, a Caixa Econômica Federal estabeleceu como meta reduzir em 5% as demandas em atraso nas fábricas de software terceirizadas. Para atingir o objetivo, a CEF lançou o projeto “Gestão por Metas – Diminuição do Backlog”, premiado com o efinance na categoria “Governança de TI”. A proposta é adotar medidas para avaliar e pontuar o desempenho de cada fornecedor, com a análise de uma série histórica de janeiro de 2015 a janeiro de 2016.

Foram avaliados os serviços oferecidos pela BRQ, Capgemini, consórcio BCB – que resultou da parceria entre BRQ, CAST e BSI –, consórcio GlobalWeb, Indra, Stefanini e Spread MSA. A CEF e os parceiros comemoram os resultados. “Temos um retrato do backlog que nos permite checar se o atendimento dos parceiros está alinhado à estratégia do nosso negócio. Podemos assim investir em ações para diminuir entraves e gargalos do desenvolvimento de TI”, afirma Rodrigo Evangelista de Castro, gerente nacional da CEF.

A Caixa tem como objetivo estratégico figurar entre os três maiores bancos brasileiros até 2022. Como desdobramento na área de tecnologia, os planos são aumentar a eficiência na entrega de soluções de TIC, fortalecer a inovação e garantir disponibilidade e performance dos sistemas.

O consórcio BCB apresentou o melhor desempenho nos quatro trimestres, com redução de 23% das demandas do backlog, caindo de 923 demandas em atraso para 712. “É muito importante conquistar o reconhecimento de clientes como a Caixa. Estamos em um segmento competitivo e isso significa que não somente atendemos às expectativas do cliente, mas oferecemos qualidade e nos destacamos pelo empenho na parceria que temos com a Caixa”, diz Adilson Gomes Jr, coordenador de sistemas da BRQ.

A Indra também sobressaiu na avaliação, com a queda de 14% do backlog, partindo de 169 demandas para 147. “Para nós foi uma grande oportunidade participar do projeto de governança de TI da Caixa Econômica e reforçar a parceria tecnológica que mantemos com o banco”, afirma Marcos Cardoso Lima, diretor de Serviços Financeiros da Indra no Brasil. “O case para obter uma redução em 5% do backlog de demandas em um processo de melhora contínua demonstra a visão da instituição em se converter em um dos três maiores bancos brasileiros até 2022, mantendo a liderança como agente de políticas públicas”, completa.

De seu lado, Arivaldo Araújo, diretor Institucional e Conselho da Spread, manifesta satisfação por ter podido colaborar com a instituição para que ela pudesse continuar marcando posição de destaque na indústria financeira. “A solução implementada é inovadora, adicionando realmente valor à Caixa e aos seus clientes ao otimizar os resultados”, frisa ele.

A análise, por sinal, mostrou que as parceiras com o maior volume de demandas apresentaram uma redução de backlog maior.

Maior demanda, maior esforço

A CEF mantém contratos de desenvolvimento que incluem cláusulas de gestão de indicadores de níveis mínimos de serviços com impacto financeiro, considerando as características dos serviços, como criticidade, complexidade e abrangência. Os acordos consideram os conceitos de gerenciamento de serviços, especialização das fábricas de software nas regras de negócio do segmento atendido e alinhamento do modelo de desenvolvimento à estratégia da CEF.

Os índices – como qualidade, aceitação de entregas, produtividade e estoque de entrega – são mensurados por uma ferramenta automatizada. A ideia é que as fábricas aprimorem ainda mais a qualidade, sem priorizar somente as entregas de maior volume financeiro. A gestão passa a ser pró-ativa, monitorando mensalmente a evolução do atendimento dos fornecedores.

Desde julho de 2014, as fábricas são notificadas trimestralmente para apresentar medidas de redução das demandas em 5% para o período subsequente. As ações são inseridas em cláusulas contratuais de melhoria de desempenho. É uma forma de racionalizar custos de investimento e manutenção, aumentar produtividade e qualidade, além de diminuir prazos de desenvolvimento.

Fonte: Executivo Financeiro

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