20 de julho de 2013 walacy

O Brasil terá a sua NASDAQ?

Revista InfoMoney – 20/07/2013

O IPO (Oferta Pública de Ações) da Linx, realizado em fevereiro, abriu os olhos dos investidores brasileiros para um setor ainda pouco desenvolvido: o de tecnologia, Ao captar R$ 527,8 milhões em sua abertura de capital, a empresa marcou o fim de um longo jejum de IPOs no setor, Durante seis anos, nenhuma empresa de tecnologia havia ingressado na BMF&Bovespa, e o sucesso do segmento esteve praticamente restrito a um único caso, o da TOTVS, uma empresa de softwares de gestão. Entretanto, há indícios de que isso pode mudar até o final desta década.

Embora os investidores continuem a ter poucas boas opções no setor, a valorização de 40% dos papéis da Linx desde a abertura de capital despertou o interesse do mercado. Não que o país possa ter, de uma hora para outra, um segmento de tecnologia tão forte que possa ser chamado de “Nasdaq brasileira”. Uma das barreiras difíceis de serem superadas é que as maiores empresas do setor estão longe de ter o porte do Google, da Apple ou da Microsoft nos Estados Unidos. Mas mesmo empresas bem menores poderiam chegar à Bolsa via Bovespa Mais, o segmento de acesso da BM&FBovespa para a listagem de ações de companhias ainda em fase de amadurecimento. 0 Bovespa Mais ganhou fôlego no ano passado, com a formação de um grupo de trabalho do gual participam BM&FBovespa, CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Abdi (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Finep e BNDESPar, o braço de investimentos do BNDES. A idéia é tomar medidas para reduzir os custos das empresas listadas no Bovespa Mais, de forma a viabilizar a chegada de empresas de pequeno porte, como acontece em vários países desenvolvidos.

A listagem no Bovespa Mais seria positiva para tornar as empresas de tecnologia mais capitalizadas e conhecidas, A listagem precoce ajudaria inicialmente a reduzir as dívidas das empresas ou dar fôlego financeiro para a expansão, diz Daniel Castro, sócio da gestora DLM Invista, que administra aproximadamente R$ 500 milhões e tem um fundo de ações destinado a empresas de telecomunicação, mídia e tecnologia. No futuro, as empresas bem-sucedidas também poderiam contar com o apoio e a confiança dos investidores para migrar para o segmento normal de listagem.

Um dos exemplos de que esse caminho poder ser viável foi o IPO da Sênior Solutions, empresa especializada em softwares e serviços para o setor financeiro, que ingressou no Bovespa Mais em março. Para evitar que a Sênior Solutions não seja apenas uma exceção, o BNDES trabalharia como o principal agente para fomentar o segmento. Atualmente, o BNDESPar tem participação em cerca de 30 empresas do ramo, das quais as mais conhecidas são Padtec, BRQ, CI&T, High Bridge, Quality Software, Teikon e Six Semicondutores. 0 banco não esconde o desejo de fomentar a “Nasdaq brasileira”, ainda que esse ainda seja um sonho distante.

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walacy Publicitário, Profissional de Marketing especialista em Digital. Formações em Design Gráfico e em Artes Gráficas. Trabalha aliando design para web com o tripé do marketing digital (SEO, SEM e Inboud Marketing).

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