18 de janeiro de 2013 walacy

Na mira do CIO

Revista CRN – 18/01/13

UMA REVISÃO NAS TECNOLOGIAS QUE OS CIOS APONTARAM COMO PRIORITÁRIAS PARA O INVESTIMENTO EM 2012 E SUAS JUSTIFICATIVAS PARA EVENTUAIS MUDANÇAS DE RUMO
No começo do ano, os responsáveis pelos departamentos de TI indicavam como temas e tecnologias merecedores de maior atenção ao longo de 2012 a mobilidade, a segurança da informação, os sistemas de gestão empresarial, sites de backup/data centers e virtualização nesta ordem. Mas como até mesmo os melhores planos tendem a sofrer modificações ao longo do tempo, conversamos com alguns gestores da área para entender para onde, afinal, foram direcionados seus investimentos, e quais as perspectivas para o ano que vem.
De acordo com os dados do estudo Antes da TI, a Estratégia, da IT Mídia, levantados entre as mil maiores empresas do País, neste ano, quase metade (48%) das organizações estavam de olho em smartphones e tablets, mas o interesse já era menor do que em 2011, quando 56% miravam a mobilidade como uma das prioridades para o período. “A mobilidade não está tendo crescimento vertiginoso em 2012. Ainda tem muito investimento, mas não mais que em anos anteriores”, confirma Alexandre Camilo Perez, diretor de marketing da BRQ, empresa de serviços de TI.
A cooperativa de produtores rurais Coopercitrus, sediada em Bebedouro (SP), é uma das que investiu nesta área ao longo do ano. Adotou uma solução própria para colocar nas mãos da força de vendas mais informações por meio de smartphones e tablets conectados por VPN. “Acaba agilizando os negócios”, diz o CIO Silvio Luis Maestro. A Coca-Cola Sorocaba também ampliou seu parque de dispositivos móveis. Hoje são 30 pesquisadores com smartphones e em janeiro, serão mais 30 repositores que também pesquisam dados como preços e não-conformidade. “E quase um CRM carregado com os colaboradores”, descreve o CIO Gerson Luis Agostini. Tablets, diz, não decolaram: os vendedores utilizam Lotus e equipamentos MPA5, mais robustos para agüentarem o dia inteiro em cima da moto.
O projeto é um dos que vai crescer para o ano que vem, mas de outra maneira. Segundo Agostini, o modelo atual de conexão via VPN por 3G deve ser trocado por solução de virtualização da Cisco. “Fizemos estudos este ano, investimos alguma coisa em virtualização de desktops. No ano que vem vamos virtualizar os aparelhos móveis, com a mesmas aplicações que o usuário tem no desktop”, adianta o CIO.
A prioridade de Agostini em 2012 (e também em 2013) é a segurança física. Ao longo do ano, foi construído um data center espelho, distante do principal, com replicação online. Está sendo ainda implantado um anel de fibra para ligar todos os prédios da empresa, sediada em Sorocaba (SP). “São 15 terabites de dados e 10 servidores replicando os físicos, todos virtualizados em três níveis, dois no principal e um no secundário, tudo VMware com blades HP”, enumera o CIO. Um dos planos abortados era direcionado a cloud. Ainda está na agenda, embora hoje a tecnologia sustente apenas oportunidades pontuais, como sistemas de análise de cargos e carreiras folha de pagamento e área fiscal foram avaliados, mas o retorno sobre o investimento não era suficiente. “A infra de telecom não ajuda. Sorocaba não tem largura de banda”, diz. “Para 2013, continuamos com a folha de pagamento em pauta. Mas não só em cloud, agora com BPO.”
Outra iniciativa que deve se intensificar no ano que vem é o rastreamento de equipamentos frios por RFID a empresa tem 10 mil geladeiras distribuídas entre seus pontos de venda, mas muitas vezes eles são destinados a outros objetivos e a idéia é os 110 vendedores e pesquisadores registrarem a presença da máquina por meio de seus palms. Também já está definido o orçamento para desduplicação de dados, além de investimentos em virtualização de desktops para padronizar e facilitar a gestão do parque e em business analytics. “O principal dashboard já roda em BA, a área core, comercial, logística e trade marketing já está pronta. No ano que vem vamos colocar áreas de apoio, financeira, orçamentos, planejamento”, explica Agostini. Tudo isso, lembra, vai exigir também muito investimento em servidores.
Na Coopercitrus, segundo Maestro, ainda está em aprovação o projeto de videoconferência, uma das apostas para 2012 que deve ser implantada no ano que vem parareduzir tempo, dinheiro e riscos de acidentes nas estradas envolvidos nos deslocamentos realizados principalmente por conta de reuniões comerciais e técnicas envolvendo mais de 50 localidades. Com base na solução Vidyo, fornecida pela OTG, a idéia é atender de início 60 pessoas, dobrando o número ao longo do ano. O uso de voz sobre IP para reduzir custos de telefonia também ficou para março, quando será implantada uma solução híbrida, usando parte desenvolvida em Asterix integrada a software da 3CX.
Também passa pelos planos do CIO mapear os processos da cooperativa, que tem 1,6 mil funcionários, 1,4 mil estações de trabalho, 50 servidores e 30 profissionais na TI. “Não definimos os projetos, ainda não sei o orçamento”, diz. Mas uma coisa é certa: ao longo do primeiro semestre, ele ainda vai estar envolvido com a digitalização de documentos iniciada em 2012, que sequer estava em seus planos ao responder a pesquisa. Com software da Tornatti, o foco principal da tarefa é digitalizar os cadastros de cooperados 25 mil documentos com entre 50 e 100 páginas cada.
Outro que redefiniu metas este ano foi Ulisses Santos Diniz, gestor de TI do Hospital Novo Atibaia, de Atibaia (SP). Apesar de manter o foco em segurança e storage, principalmente ampliando o espaço em máquinas virtuais, pouco andou com questões como governança, mobilidade e voz sobre IP, adiadas para 2013 seus principais desafios passaram a ser ampliar a capacidade do banco de dados e estruturar uma rede de dados mais sólida. Há cerca de três meses, adquiriu mais máquinas virtuais e ampliou em dois terabites o servidor de arquivos na nuvem. Mas o banco de dados com 300 gigabites está próximo do limite em seis meses, a ocupação passou de 180 GB para 220 GB e a perspectiva é de ter espaço para mais apenas dez meses. “É a prioridade no começo do ano”, afirma Diniz.
Também está definido o investimento de 350 mil reais em infraestrutura de rede para os próximos dois anos e está no horizonte ampliar o nível de virtualização. Segundo o gestor, hoje praticamente só o banco de dados e os servidores de aplicação são físicos; ao longo de 2012, somaram-se mais três servidores virtuais e a meta é ampliar o número hoje são 16 servidores em dois hosts, que renderam ganhos em segurança, performance e energia. “Gostamos da idéia, principalmente por contingência”, pontua Diniz. Outra meta que deve se intensificar em 2013 é a colaboração, com implantação da plataforma Office em substituição à BR Office. A intranet, inclusa no planejamento estratégico, é mais um item que ficou para o ano que vem.
Camilo, da BRQ,, acredita que o tema colaboração ainda vai crescer muito. Depois de mudar sua plataforma de e-mail e colaboração para Google, facilitando a vida dos 3,5 mil funcionários com uso de internet, intercâmbio de documentos e videoconferência, tornou-se parceira da antes fornecedora, e hoje contabiliza 30 clientes desenvolvidos em conjunto. De quebra, acabou adotando o Google + como plataforma social, desistindo do desenvolvimento de uma ferramenta própria para rede social na qual investiu até o meio do ano. “É o assunto mais novo dentro da empresa. Agora estamos indo a mercado apoiar nossos clientes com iniciativas semelhantes”, diz o executivo.
Também por conta disso, deve ser mantido o ritmo de crescimento em cloud, o maior movimento de 2012 na empresa, principalmente relacionado a serviços para empresas médias. “As grandes ainda estão testando. A proposta de valor para quem tem equipe grande de TI e investimentos em casa não é tão clara”, explica Camilo. Mais uma área de expansão está relacionada a sistemas de gestão, com presença mais intensa junto da SAP no Nordeste e investimentos em treinamento comercial das equipes de Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA) e Aracaju (SE).
A gestão de serviços, que já avançou em 2012, é outra grande aposta. “Avançou muito”, diz ele. Além da gestão de parque de PCs e impressão para alguns clientes, a empresa, que nasceu com desenvolvimento e manutenção do parque de aplicações de seus clientes, passou a gerir o processo completo atendido pela aplicação, usando know how de TI para um banco, cuida da gestão das despesas das agências; para uma fornecedora de energia elétrica, as agências de atendimento ao público. “Isso inclui sistemas de atendimento, lojas, pessoas. Deve crescer muito nos anos seguintes.”

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walacy Publicitário, Profissional de Marketing especialista em Digital. Formações em Design Gráfico e em Artes Gráficas. Trabalha aliando design para web com o tripé do marketing digital (SEO, SEM e Inboud Marketing).

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