Economia aquecida leva BRQ à Bovespa

Imagem da matéria Economia aquecida leva BRQ à Bovespa publicada em Brasil Econômico em 16-12-09

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A BRQ, empresa brasileira de serviços de software, deve fechar 2009 com crescimento de 10% e R$ 200 milhões de faturamento. Resultado que seus executivos garantem que vai melhorar. Com o aquecimento da economia em 2010, a empresa planeja turbinar seu desempenho. A empresa já fechou este ano R$ 10 milhões em contratos que serão prestados a partir de janeiro.

Desde que captou R$ 56 milhões em 2007 do BNDES, para se consolidar no mercado, a BRQ adquiriu três empresas e agora avalia outras seis. Com o crescimento natural mais as aquisições, a meta é atingir R$ 1 bilhão de faturamento em 2013 e abrir capital, como forma de se estabelecer entre as grandes do segmento no país, onde a tendência é de consolidação.

 

 

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Obstáculos

A meta de atingir o primeiro US$ 1 bilhão de receita, na verdade, foi adiada em um ano por causa da crise econômica. Os planos de expansão no mercado americano acabaram correndo mais lentamente por efeito da recessão. Em 2008, a BRQ adquiriu uma empresa nos Estados Unidos, onde fatura cerca de US$ 6 milhões, mas não tem contratos grandes. “O mercado ainda está com muita oferta”, afirma o vice-presidente, Antônio Rodrigues. Mesmo com as dificuldades, a BRQ pretende manter a presença em solo americano, por uma questão estratégica, diz o diretor de vendas, Márcio Gropillo. “Temos US$ 6 milhões em contratos fechados nos Estados Unidos e gerenciados de lá, sem contar os serviços offshore (negócios em um país atendidos por equipe localizada em outro) prestados daqui”, diz. A concorrência por esses últimos contratos deve aumentar, segundo a empresa.

O Brasil tem chamado a atenção dos competidores internacionais de serviços, como a indiana Infosys, que acaba de abrir uma unidade aqui. O movimento ocorre porque o país é o único a ter um forte mercado interno de consumo de tecnologia e capacidade de custos para prestar serviços para outros países. A índia, por exemplo, tem vantagem sobre o Brasil em termos de prestação de serviços, devido ao baixo custo de mão de obra, mas o consumo interno ainda é muito pequeno.

Com estrutura maior, a abertura de capital seria o passo seguinte para a BRQ. O mais importante é chegar a um porte que possa ser atraente aos investidores e contar com uma maior maturação do mercado, afirma Rodrigues.