Nos bastidores do mercado de Informática no paÃs, a venda da DBA Engenharia para o Grupo de Tecnologia da Informação e Comunicação espanhol Indra é tão somente uma questão de tempo. O valor do negócio é um mistério, mas os rumores dão conta de que o sócio Danilo Meth permanecerá na empresa, com um cargo de Presidente para o mercado brasileiro e América Latina. Já Paulo Veloso, segundo os rumores, teria feito um acordo financeiro e já estaria, inclusive, fora da empresa.
Procurado pelo Convergência Digital, o dono da DBA, Danilo Meth, nega as informações. “Não há nenhum acordo”, garante. Os rumores, no entanto, dão conta que o negócio, já na próxima semana, será ou não aprovado pelo Conselho de Administração da Indra, em reunião, que será realizada na Espanha.
Meth reage aos rumores e reitera: A DBA continua uma empresa 100% nacional. “Estão passando essas informações para a imprensa para nos prejudicar”, disse o dono da DBA Engenharia, atribuindo a boataria, aos “concorrentes insatisfeitos”.
Apesar do tom enfático de Meth, os rumores da aquisição correm no mercado nacional de informática há duas semanas. E os boatos e rumores não necessariamente envolvem pessoas com interesses em “prejudicar” a imagem da prestadora de serviços de TI, se é que uma informação dessas - de que um poderoso grupo espanhol está de olho na DBA - possa prejudicá-la de alguma forma perante o mercado brasileiro.
O negócio - asseguram os rumores - teria sido fechado nas últimas duas semanas, após a conclusão de uma auditoria feita pelos espanhóis, através de uma empresa brasileira, nas contas da DBA. O acordo só não irá para a frente se o Conselho de Administração da Indra, que deverá se reunir na próxima semana, decidir não aprovar os resultados do balanço da DBA e os realizados pela auditoria, fato tido como “improvável” no mercado, inclusive, pelos concorrentes diretos da empresa.
A DBA Engenharia ( na Internet seu nome é DBA Tecnologia da Inovação ) cresceu e faturou muito entre os anos de 1988 - ano de sua fundação - até 2008. A empresa passou de 30 colaboradores para mais de 1.700. Atualmente conta com uma carteira superior a 50 clientes. “Nosso faturamento cresceu de R$ 8 milhões em 1995 para R$ 187 milhões em 2007,” informa a empresa em seu site.
Porém, numa entrevista para a revista ISTOÉ Dinheiro, o sócio Danilo Meth informou que o faturamento, no mesmo perÃodo, foi entre “US$ 1,2 milhão (1988), para US$ 130 milhões, em 2007 - o que no câmbio de hoje, bem menor do que na época, daria R$ 221 milhões (considerando o dólar a R$ 1,70).
Terremoto
Em maio deste ano, a DBA assinou contratos com a Caixa Econômica Federal que totalizam R$ 95,7 milhões. Mas poderia ser mais, se a empresa não tivesse baixado mais de 40% dos valores estimados em edital para três dos oito itens licitados na fábrica de software. As presenças da DBA e da Stefanini nesta licitação, inclusive, foram decisivas para marcar o inÃcio de uma nova relação de forças na área de contratos governamentais.
As duas empresas (carioca e paulista) sacudiram o mercado de BrasÃlia, após vencerem itens importantes na licitação da CEF. Elas desbancaram grandes empresas de BrasÃlia, até então detentoras da hegemonia em contratos no governo federal, que somam mais de R$ 6 bilhões/ano (Administração Pública Federal, empresas estatais e bancos oficiais). Danilo Meth, da DBA, no entanto, lembra que já mantinha um contrato com a Caixa Econômica Federal, portanto a participação da sua empresa não seria propriamente uma “novidade” no mercado brasiliense. Mas foi.
“Arquiteto” dessa manobra comercial no meio governamental e da atual mudança de controle societário, Danilo Meth, resolveu brigar com grupos poderosos como CPM Braxis e BRQ, além das brasilienses Politec/Mitsubishi, Poliedro Informática, B2Br Informática, Montana Soluções Corporativas, CTIS Informática, Cast, MI Montreal, entre outras tantas.
Páginas: 1 2