11 de janeiro de 2017 Marketing BRQ

Come as You are – Raul Fabio Ferreira do Nascimento

Confira a história de Raul, profissional da BRQ Rio de Janeiro, que faz trabalho voluntário dando aula de informática para crianças.

:: Qual a sua função e quanto tempo você trabalha na BRQ?

Sou Analista Desenvolvedor Java Sênior. Trabalho na BRQ há quase 8 anos.

:: Como é sua rotina fora da empresa? Quais são seus principais hobbies?

Durante a semana, gosto muito de ir nadar e faço também ginástica funcional. Gosto de ler, viajar, ficar em casa com minha família e de cozinhar às vezes. No fim de semana, gosto de surfar, andar pela praia, de vez em quando fazer uma trilha pela Floresta da Tijuca, essas coisas.

Raul e sua esposa Patrícia

:: Você dá aula de informática para crianças, certo? Conte nos um pouco como funciona.

Sou voluntário há 10 anos e faço parte do projeto Apoio Escolar. Esse projeto acontece em espaço cedido por um centro espírita, chamado Sociedade Espírita Jorge, que fica em Vila Isabel no Rio de Janeiro.
Atendemos crianças dos 7 aos 15 anos, oferecendo aulas de português e matemática como reforço escolar e informática e cidadania como aulas complementares. As aulas são aos sábados, das 8h às 12h. Geralmente, seguimos o calendário letivo das escolas normais.

Nas aulas de informática, divido a sala de aula com meu cunhado Gabriel e gostamos sempre de propor atividades lúdicas para levar o conhecimento aos nossos alunos.
Com os alunos mais novos, utilizamos jogos educativos, que estimulam a digitação, o uso do mouse, atividades que exercitam o português, a matemática e o raciocínio lógico. Sou muito fã de uma série chamada Coelho Sabido, que em seus jogos, ensinam de forma muito criativa, diversas disciplinas. As crianças na fase de alfabetização adoram.
Como nem todas as crianças têm computador em casa, é comum perceber que algumas apresentam dificuldades em executar tarefas simples como ligar e desligar o computador, realizar uma busca na internet, abrir um aplicativo e até mesmo digitar ou utilizar o mouse.

Há dois anos conseguimos colocar internet em nosso laboratório o que possibilitou melhorarmos muito as dinâmicas das nossas aulas.

Hoje, conseguimos colocar para algumas turmas o Duolingo e introduzimos o conhecimento da programação através do CODE.ORG, que conta com o apoio de grandes personalidades, como: Bill Gates, Mark Zuckerberg, entre outros. Recomendo muito conhecer esse projeto: https://code.org/

:: Qual foi seu principal incentivo para lecionar a essas crianças? E o que significa hoje para você fazer esse trabalho?

Meu incentivo é simples: ajudar! Acho que o voluntariado é extremamente importante para sociedade. Permite o conhecimento das diversidades sociais, a entender as limitações do nosso próximo e principalmente as nossas
limitações. Ajuda desenvolver o sentimento de solidariedade, de compreensão e de caridade. A troca de experiência é constante no voluntariado. Costumo dizer que esse trabalho com as crianças me ajuda mais do que eu ajudo a elas. Esse sentimento é notório com as pessoas que realizam qualquer tipo de trabalho social.

:: Você também salta de parapente?

Voar de parapente foi uma experiência incrível em minha vida. Comecei a aprender a voar no final de 2010 e fiz alguns poucos voos até 2012. Mas parei! Não é um esporte, quando se tem pouca experiência, como era meu caso, para praticar de vez em quando. É importante estar em contato direto para reduzir os erros e erros no voo não costumam acabar bem. Já tive meus sustos voando (risos). Tem uma frase atribuída a Leonardo
da Vinci que diz: “Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para céu, pois lá você esteve e para lá você desejará voltar”. Um dia eu volto!

:: Onde você costumava saltar?

Os voos normalmente eram em Itaguaí, uns 90 km do centro do Rio de Janeiro. Tem um tipo de voo chamado Cross, onde saímos de um ponto e voamos a maior distância possível até aterrissar.
Infelizmente, não consegui realizar nenhum Cross sozinho, mas uma vez num voo duplo com meu instrutor, saímos de Paciência, um bairro afastado do litoral e quase aterrissamos na praia do Grumari. Essa distância, corresponde em linha reta, quase 16 quilômetros. Foi incrível!

:: Caso o Raul de hoje pudesse ter um encontro com o Raul de dez anos atrás, o que você diria para ele?

Acredito que todas as experiências vividas é que nos fazem o que somos hoje. Não tenho grandes arrependimentos nem vontade de mudar meu passado, talvez pequenos ajustes (risos). Mas, se pudesse me encontrar no passado, diria para trabalhar mais e para continuar acreditando no ser humano. Diria,
apesar das dificuldades que a vida normalmente apresenta, você vai superar todas e até onde eu sei, terá orgulho do que viveu até agora.

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