3 de setembro de 2015 walacy

Come as You are – José Leonardo Clemente

Come as you are

Mensalmente a BRQ divulga a seção Come as You are, onde são apresentados os talentos e hobbies dos profissionais, além da rotina em TI.

Em agosto, o convidado foi José Leonardo Clemente da unidade BRQ Brasília, que é estudante de harmonia e improvisação.

:: Qual a sua função e há quanto tempo está na BRQ?
Sou analista de sistemas sênior III e estou na BRQ desde abril de 2013.

:: Qual o seu hobby ou atividade extra nos finais de semana?
Sou estudante de harmonia e improvisação. Meu instrumento é o violão clássico (nylon).

Come as you are:: Conte um pouco sobre como surgiu o interesse em estudar harmonia e improvisação.
Toco violão de forma amadora desde os 15 anos de idade.
Meu interesse por violão clássico começou ainda no ensino médio, quando uma escola de música fazia pequenas apresentações nas escolas públicas de Brasília nos anos 80.
Eram oferecidos, gratuitamente, cursos de música. Me lembro que fiquei encantado pela técnica.
Decidi me dedicar ao violão popular, pois gostava também de cantar. De lá pra cá, busco me profissionalizar na arte de improviso que consiste basicamente em fazer solos enquanto outro músico faz o acompanhamento de uma determinada melodia.

:: Você faz ou já fez apresentações? Caso sim, onde costuma se apresentar?
Ainda sou estudante em fase de formação. Sou chamado apenas em pequenos eventos, happy hours e reuniões de confraternizações.

:: Qual a colaboração da música na sua formação como pessoa?
A música teve uma participação terapêutica intensa durante a fase mais crítica da minha formação como pessoa, a adolescência. Descobri que gostava da sensação de ter a atenção das pessoas voltada para mim enquanto executava algumas notas ou cantarolava uma canção qualquer. Sou de TI e a constante corrida contra o tempo em relação a prazos, entregas e faturamentos, exerce sobre nós, profissionais da área, uma força negativa muito grande. Descobri também que quando estava estudando, conseguia me desligar de tudo. Percebi então que a música em minha vida, funcionava como uma válvula de escape que eu utilizava sempre que a pressão aumentava.

:: Qual sua opinião sobre o cenário atual da música brasileira?
O cenário atual da música brasileira, infelizmente, não posso dizer que me agrada.
Na minha visão, o foco mudou e o objetivo hoje não é fazer boa música e sim fazer música que vende.
Vejo isso claramente no curso que faço pois para estudar harmonia, que consiste em fazer um arranjo para acompanhar uma melodia cantada, temos que recorrer ao jazz ou a bossa nova, pois raramente encontramos harmonias ricas para estudo nas músicas atuais, que são caracterizadas principalmente por ritmos populares.

:: O Brasil é um país de músicos respeitados em todo mundo. Sempre fomos muito bem representados por violonistas como Yamandu Costa e Robson Miguel. Você acredita na perenidade desse tipo de talento brasileiro?
Olha acredito muito que sempre haverá lugar no cenário musical brasileiro e mundial para talentos como Yamandu Costa e Robson Miguel, que possuem uma técnica e uma sensibilidade musical aflorada. Sempre haverá público para esses que fizeram da música sua razão de viver.

:: Brasília é o berço de grandes bandas nacionais como Plebe e Rude, Legião Urbana, Capital Inicial, Natiruts entre outras. Você acha que isso contribui de alguma forma para aumentar o interesse dos brasilienses em estudar algum instrumento e quiçá formar uma banda?
Bandas como Legião Urbana e outras, influenciaram uma geração de pessoas e quem não quer viver o sonho de se tornar alguém como os seus ídolos foram ou ainda são, não é? Portanto, acredito sim que a influência é total no sentido de se aprender a tocar um instrumento, cantar e formar bandas, na tentativa constante de tornar realidade, o sonho.

:: Se o José Leonardo de hoje pudesse encontrar com o José Leonardo de dez anos atrás o que você diria para ele?
Perdi um tempo enorme que não mais recuperarei, portanto, se eu tivesse a oportunidade de falar algo para o Leonardo de 10 anos atrás, diria: Você deveria ter se dedicado mais as aulas teóricas. Risos.

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Autor do Post

walacy Publicitário, Profissional de Marketing especialista em Digital. Formações em Design Gráfico e em Artes Gráficas. Trabalha aliando design para web com o tripé do marketing digital (SEO, SEM e Inboud Marketing).

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