25 de outubro de 2017 Marketing BRQ

Come as You are – Camila Fava

Confira a história de Camila Ribeiro Fava, profissional da BRQ em Curitiba, que é praticante e focalizadora de danças circulares.

:: Qual a sua função e há quanto tempo você trabalha na BRQ?
Sou UX Designer e estou na BRQ desde 2010.

:: Quais são seus principais hobbies?
Gosto muito de cozinhar (fico brincando de Masterchef em casa, risos), sou sommelier de chá então também gosto de tudo o que envolve o preparo de chás e infusões (ler, pesquisar, testar combinações diferentes), viajar para lugares que proporcionem contato com a natureza, além de organizar encontros, workshops e vivências holísticas e de danças circulares.

:: Quando você descobriu sua paixão pela natureza?
Desde pequena sempre gostei de estar em meio à natureza, eu era aquela criança que abraçava as árvores e conversava com gnomos, risos. Foi ainda no colégio, no meu ensino médio, que descobri que havia um caminho específico de devoção à natureza e aos seus ciclos, e me encontrei.


:: O que é uma dança circular?

Dança circular é um estilo de dança contemporânea baseado nas danças folclóricas de povos do mundo inteiro. O movimento leva esse nome pelas coreografias que normalmente são dançadas em rodas, mas existem danças de pares, danças em fila, mandalas, dependendo da referência de cada dança. O importante é que as danças circulares nunca são dançadas sozinhas e servem como forma de interação entre as pessoas de uma comunidade ou grupo: os passos são ensinados na hora por um focalizador, e todos aprendem e dançam juntos, errando, acertando, olhando para a pessoa do lado, até que a roda inteira esteja em sintonia. É um movimento onde a experiência e a vivência coletiva importam mais do que a reprodução de uma coreografia perfeita. Pratico e focalizo danças circulares há 7 anos.

:: Como você se tornou uma focalizadora das danças?
Eu fiz um curso de formação em danças circulares, para aprender como conduzir, origem e história do movimento, e etc. Contudo, as danças podem ser aprendidas fora de cursos também, ou até mesmo coreografadas por focalizadores. Tenho algumas coreografias de minha autoria também.

:: Como funcionam os encontros que você promove?
São encontros sazonais, ocorrem a cada um mês e meio aproximadamente, e celebram a passagem das estações. Nos encontros, além de discussões sobre como cada época do ano influencia na natureza e em nós mesmos (no frio estamos mais recolhidos, no verão mais expansivos, por exemplo), promovemos dinâmicas de interação como as próprias danças circulares, meditações, práticas de yoga, massagem coletiva e artesanato. Procuramos criar uma imersão na energia da estação que estamos trabalhando e vivendo, possibilitando a tomada de consciência do nosso papel (humanos) dentro da natureza, e do que nos une a ela. Procuramos sempre parques e bosques, que são espaços públicos, para organizar os encontros e assim permitimos que passantes se interessem e participem com a gente. Realizamos vários eventos no Parque Gomm, no Batel, pela facilidade de acesso e segurança.

:: Você tem algum grupo que faz essas atividades com você?
Atualmente somos em três pessoas, eu e mais dois amigos na organização e incontáveis pessoas participando. Os eventos são sempre públicos, divulgados em redes sociais, abertos a qualquer pessoa que goste e tenha interesse em conhecer. Não há um número fixo de participantes: como sempre realizamos em espaços abertos – e Curitiba é uma incógnita com relação ao clima -, a quantidade de pessoas varia de acordo com o tempo no dia: se está frio ou nublado vai menos gente do que em dias ensolarados.

:: O que a dança circular representa na sua vida?
A dança circular é um pedaço de tudo o que eu faço fora do trabalho. Serve tanto como entretenimento quanto como meditação, como os passos são repetidos, é possível alcançar estados alterados de consciência apenas dançando (inclusive há terapias alternativas que se utilizam da dança circular por esse motivo), então para mim são uma forma de expressão e contato comigo e com quem dança comigo. A troca de energia que ocorre quando fechamos um círculo de danças, todos de mãos dadas, vibrando em uma única sintonia musical, é maravilhosa. Não tem quem saia de uma roda de dança sem se sentir bem.

:: Nos conte um pouco sobre seu conhecimento dos chás.
A maior parte do meu conhecimento sobre chás e infusões, eu adquiri lendo e pesquisando por conta, desde adolescente. Esse ano finalizei um curso de formação de sommeliers de chá, onde pude aprender mais sobre os métodos de processamento, qualidade, identificação de aromas e sabores de chás, e as variações que existem do próprio chá e de outros tipos de infusão. Uma curiosidade que muitas pessoas não sabem: a palavra “chá” se refere a um tipo de erva específica, cujo nome científico é Camelia sinensis. Todas as outras ervas (camomila, hortelã, cidreira, mate, etc.) são apenas infusões. Quando fazemos um “chá de camomila” na verdade fazemos apenas uma infusão de camomila. Quando bebemos chá verde, chá branco ou chá preto, por exemplo, estamos bebendo uma infusão de chá (todos são derivados da mesma planta, o que muda é o processamento da folha).

:: Quais os seus lugares preferidos para manter o contato com a natureza?
Gosto muito de alguns bosques aqui de Curitiba, quando quero algo mais prático e imediato. Quando tenho mais tempo, gosto de ir à praia e meditar olhando o mar, a energia da água que se movimenta é renovadora, ou fazer alguma trilha que me permita ficar em mato mais fechado. Mas para me sentir em contato com a natureza não preciso estar nesses lugares específicos. Eles servem como um intensivo, um boom energético, mas qualquer lugar com plantas, árvores, ou uma graminha, já me permitem sentir em contato com a natureza. Só de regar as plantas de casa ou montar um arranjo de flores, já me sinto energizada.

Confira mais informações sobre os eventos realizados: facebook.com/ProjetoRodadoAno

#paixãobrq

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