11 de fevereiro de 2016 Marketing BRQ

Come as You are – André Costa Figueira

Mensalmente a BRQ divulga a seção Come as You are, onde são apresentados os talentos e hobbies dos profissionais, além da rotina na empresa.

Confira a entrevista com André Costa Figueira, profissional da BRQ no Rio de Janeiro, que é baterista.

entrevista andre

:: Qual a sua função e há quanto tempo está na BRQ?

Estou na BRQ desde Novembro de 2012, como Consultor Especialista de TI e Seguros e fico alocado em cliente.

:: Qual o seu hobby ou atividade extra nos finais de semana?

Quando se é casado e pai presente, o tempo para cuidar da gente fica bem curto, mas quando eu consigo esse tempo, eu gosto de correr ou de estar em contato com música de alguma forma, preferencialmente tocando bateria.

:: Há quanto tempo toca bateria e o que te fez escolher este instrumento?

Eu comecei aos 13 anos quando meus pais me deram minha primeira bateria depois de muita insistência. Segundo minha mãe, desde pequeno gostava de batucar suas panelas com as colheres de pau.
Sou autodidata e o meu “método” foi colocar os vinis da banda Titãs no volume máximo e acompanhar. Com o tempo fui fazendo igualzinho. Até hoje não tenho nenhuma técnica, mas sempre tive muita musicalidade.
Ritmo também, inclusive para dançar. Não fosse nossa cultura machista, talvez tivesse experimentado fazer sapateado, pois é uma expressão de dança que tem tudo a ver com percussão.

:: Conte um pouco sobre como surgiu o interesse por música.

Na minha infância, sempre que estava com meu pai, havia música de fundo. Lembro-me do dia que ele adaptou um walkman com caixinhas de som dentro do armário do banheiro que, ao acender a luz do espelho, a música começava.

Na escola as aulas de educação artística me chamavam atenção e logo cedo participei do coral, onde me destacava com uma extensão de voz bem grande, que se perdeu na adolescência com a mudança de voz. E aí parti para um instrumento que pudesse falar por mim. Fui muito tímido nesta época.

:: Fale sobre os benefícios que a música trouxe ou traz para você.

O maior benefício sempre que toco é relaxar. Mas ao longo dos anos foi curar a timidez, pois ao fazer apresentações tinha que encarar muitas pessoas me olhando e aguardando que a execução do instrumento fosse bem feita.

:: Qual o estilo musical que você toca com sua banda?

Nosso foco é o rock clássico. Temos um set list com 40 músicas em sua maioria dos anos 60, 70 e 80. Cada membro da banda curte estilos diferentes, mas conseguimos encontrar músicas que agradam a maioria. Nos ensaios de vez em quando sai um blues, uma MPB, até Xaxado já tocamos na brincadeira e incentivamos a presença dos filhos.

:: Você faz ou já fez apresentações com sua banda? Caso sim, onde costuma se apresentar?

Estamos juntos há apenas 1 ano, mas com um ensaio por semana, temos na verdade umas 150 horas. É pouco tempo para “lapidar” as músicas.

Recentemente, começamos a preparação para nos apresentar, mas enquanto isso não acontece, os amigos vão até o estúdio e curtem nosso som. Por hora, é lá que a gente se “apresenta”!

Aos 17 anos, com uma banda de blues, fiz um show em Caxias para umas 3.000 pessoas e foi maravilhoso!

:: Sabemos que tocar em uma banda é uma atividade que exige tempo e dedicação. Como consegue conciliar a música com o trabalho?

Vou além, com o trabalho e com a família! Agradeço a minha esposa, por entender que a música me faz bem e que dá conta dos filhos sozinha todas as noites de quarta.
Somos cinco. Eu (41): bateria e vocal, Alexandre Chevitarese (41): guitarra solo e vocal, Julio Ribeiro (46): guitarra base e vocal, Rhonio Fiuza (41): percussão e vocal e Ricardo Macedo (62): baixo. Trabalhamos, somos pais e a banda é nossa terceira prioridade. Mas só faltamos um ensaio quando temos algum problema em casa ou no trabalho.

:: Quais são seus ídolos na música e o que você mais admira neles?

Charles Gavin (Titãs) foi meu professor sem nunca saber! Guto Goffi (Barão Vermelho) e João Barone (Paralamas do Sucesso) também me deram aulas gratuitas, entre outros.
Curto Neil Peart (Rush) e Stewart Copeland (The Police), mas “tiro meu chapéu” para dois grandes músicos: o brasileiro Serginho Herval (Roupa Nova) e o britânico Phil Collins. Em 2007, estive na Áustria e tive a oportunidade de assistir um show deste com a Banda Gênesis. Fiquei na primeira fila e foram 3 horas inesquecíveis!

:: Qual a colaboração da música na sua formação como pessoa?

A música por si só, eleva nossa cultura e apura os ouvidos, faz com que a gente fique mais “antenado” no mundo. Já no trabalho de banda, aprende-se muito de relacionamento com pessoas e a trabalhar duro para um bom resultado final.

:: Qual o nome da sua banda e onde podemos escutar as músicas?

Studio C Rock Band. Nossos ensaios, as quartas à noite, são no estúdio Vila Musical, no Grajaú, e reservamos sempre a sala C que é a maior e permite que a gente leve convidados, daí surgiu o nome.
Elegemos o facebook como canal para divulgação do nosso trabalho. E recentemente começamos a montar nossa fanpage: www.facebook.com/studiocrockband. Em breve terá bastante conteúdo.

:: Se o André de hoje pudesse encontrar com o André de dez anos atrás o que você diria para ele?

E aí cara tudo bem? Parabéns por tudo que você fez nos seus 30 anos! Continue assim, um cara equilibrado, que sempre age com cautela que você vai conseguir alcançar seus objetivos. Nunca deixe nada para depois, e pense bem antes de tomar alguma decisão pra não se arrepender depois. Só não venda aquela bateria que você ganhou aos 18 anos, um dia você vai voltar a tocar e você vai sentir uma falta danada dela!

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