
Imagem da matéria BRQ amplia operações e instala 'fábrica' em Fortaleza publicada no Valor Econômico em 05-06-09
A empresa de serviços de tecnologia BRQ decidiu levar para o Nordeste parte de seus esforços dedicados ao desenvolvimento de sistemas. A companhia, que já tem fábrica de software em São Paulo, expandiu sua estrutura de desenvolvimento para Fortaleza. A decisão foi impulsionada por um contrato que a companhia já detinha com o Banco do Nordeste (BNB) e uma recente parceria fechada com a Universidade de Fortaleza (Unifor). A fábrica deverá funcionar inicialmente com cerca de 100 funcionários, diz Benjamin Quadros, fundador e presidente da companhia. “Nossa ideia é que esse núcleo de desenvolvimento aumente a transferência de conhecimento entre o mercado e o ambiente acadêmico”, afirma.
A BRQ, que encerrou o ano passado com receita de R$ 180 milhões, conta com 2 mil funcionários. A meta é ampliar o faturamento para R$ 230 milhões neste ano. O crescimento, segundo Quadros, será impulsionado por novas aquisições – ou fusões – que a empresa pretende promover até o fim de 2009. Em outubro de 2007, a BRQ recebeu um aporte de R$ 56 milhões do BNDES, sendo R$ 50 milhões pelo BNDESPar (empresa de participações do BNDES) e R$ 6 milhões de financiamento concedido pelo Programa de Desenvolvimento para a Indústria de Software (Prosoft). Os recursos foram aplicado na compra de três empresas, a mais recente delas a americana ThinkInternational, de Nova York, com a qual a BRQ já tinha parcerias comerciais. No fim do ano passado, a empresa também marcou presença na Europa, com a abertura de um escritório em Madri.
Uma nova rodada de investimentos está no horizonte da BRQ. Há um ano, Quadros chegou a apresentar – a bancos, escritórios de advocacia, auditorias e consultorias – seus planos para captar recursos no Bovespa Mais, o segmento de acesso da bolsa paulista. “Era uma boa alternativa, mas logo depois veio a crise e congelou tudo”, diz o empresário. “Agora, a fase de investimentos voltou. Estamos analisando as possibilidades.”
A BRQ é uma das companhias nacionais de serviços de TI em busca de um quinhão do mercado bilionário de terceirização de serviços, o chamado “offshore outsourcing“. A Brasscom, organização que reúne as empresas brasileiras exportadoras de software e serviços de tecnologia, estima que o setor movimentou US$ 1,3 bilhão no ano passado.