Mas fatores de natureza estrutural também são considerados. Nos EUA, ao contrário do Brasil- são várias empresas que credenciam estabelecimentos para aceitar cartões. Aqui, a Visanet faz o credenciamento para a Visa, e a Redecard para a MasterCard. Evans acredita que este modelo está perto do fim no Brasil, com o País adotando urn modelo parecido ao americano. A meta da empresa é estar operando plenamente no mercado brasileiro em 2009.
No Brasil. a TSYS pretende atrair pequenos e médios estabelecimentos que queiram ter um cartão próprio, além de fisgar clientes que processam as operações nas concorrentes. Os principais concorrentes da TSYS no Brasil são a Orbitall, do ltaú, a Fidelity (que tem como sócios Bradesco e Banco Real), a CSU CardSystem e a EDS. Entre as empresas independentes, nao ligadas a bancos, a CSU é uma das maiores do mercado.
Mas a chegada de novos gigantes, como CSC, TSYS, etc., parece não intimidar as grandes empresas brasileiras de serviços para tecnologia da informação. Pelo contrário, diante da tendência dos grandes contratos de outsourcing ser fechados globalmente, algumas empresas brasileiras estão expandindo de forma acelerada.
A que levou mais longe esta estratégia talvez tenha sido a Stefanini. A empresa hoje marca presença em quase todos os países da América Latina, Estados Unidos, Leste Europeu, Extremo Oriente, África e até na Índia. Na grande maioria dos casos com escritórios próprios, não apenas com funcionários trabalhando dentro de clientes, como é muito comum.
Outra importante empresa brasileira de serviços que partiu de uma estratégia ousada de expansão para o exterior é a Politec, de Brasília. No mercado externo, a atuação da empresa começou, quase 20 anos atrás, pelo território norte-americano. Depois se expandiu para o Japão. Em seguida, se estendeu para o mercado chinês. Mais recentemente, atingiu o território alemão num projeto de alto valor agregado para a SAP, o gigante multinacional do mercado de aplicativos.